Em busca do equilíbrio 2 – Verdade e Mentira
Em busca do equilibrio

#2 Verdade e Mentira

Por carol - 19 abril 2023

Em quantos momentos na vida cotidiana, nos defrontamos com mentiras, afirmações falsas, criando uma série de transtornos nos relacionamentos, na gestão dos empreendimentos e nos momentos decisivos. Em algumas situações ocorre o constrangimento no relacionamento entre as pessoas com a perda da confiança, vital para a continuidade do negócio.

Complexidade. O desafio de equilibrar as relações entre verdades e mentiras na gestão dos empreendimentos é complexo e tem impactos significativos na cultura organizacional, na reputação da empresa e na tomada de decisões.

Inteligência. A gestão inteligente requer equilíbrio cuidadoso entre a busca pela verdade e a tentação de se envolver em práticas desonestas ou enganosas. Na dúvida, devemos sempre zelar pela verdade, ou seja, a transparência em todos os processos, porém diante das imaturidades nem sempre é possível apresentar toda a verdade, especialmente quando a verdade não será compreendida em função das experiências limitadas do interlocutor. As reações emocionais acabam sendo tão intensas que o efeito negativo é maior do que o esclarecimento necessário no momento. Assim, é necessário desenvolver o passo a passo para trazer gradativamente os elementos para o melhor encaminhamento naquele contexto.

Pilares. A verdade é valor fundamental para a gestão inteligente dos empreendimentos. A transparência, a honestidade e a integridade são pilares importantes para estabelecer a confiança entre os gestores, colaboradores, clientes e outras partes interessadas (stakeholders). A verdade na gestão envolve apresentar informações precisas e completas, estar aberto para novos desafios e enfrentar os problemas do cotidiano, reconhecer os erros e assumir a responsabilidade pelas falhas, e promover a cultura da ética e compliance.

Intenção. Muitas pessoas se relacionam utilizando a segunda intenção, ou seja, criam um cenário para obter vantagens ou benefícios não declarados num primeiro momento e só percebidos mais adiante, gerando frustrações e desconfiança. Assim, o binômio verdade-mentira, está presente na maioria das ações humanas, sendo necessária muita preparação para evitar desequilíbrios que possam trazer impactos negativos sérios na gestão. A boa intenção não basta, ela precisa ser coerente e ética.

Mentira. Mentir ou enganar em relação às finanças, aos resultados, aos produtos ou serviços, ou mesmo em outras áreas pode levar a problemas legais, perda de confiança dos stakeholders, danos à reputação e prejuízos financeiros. Pode ainda corroer a cultura organizacional, minando a confiança, incentivando práticas antiéticas e criando ambiente de trabalho tóxico.

Dilema. É importante reconhecer que a gestão pela verdade nem sempre é fácil. Os gestores podem enfrentar dilemas éticos complexos, como decidir o que e quando divulgar informações sensíveis, ou como lidar com situações delicadas em relação aos conflitos de interesse ou informações confidenciais. A pressão para atingir as metas e os objetivos do negócio também pode levar a tentações para a distorção da verdade.

Diplomacia. A diplomacia para revelar certos assuntos aos poucos, exige muito treinamento e desenvolvimento da percepção para tratar das questões em doses homeopáticas, evitando as rupturas na comunicação e nos relacionamentos.

Erro. A atitude mais importante é o reconhecimento dos erros sem a necessidade de mentiras. Isto pode ser feito em quatro etapas: a) reconhecer o erro; b) avaliar as causas do erro ou desvio de conduta; c) corrigir a situação ou se comprometer na não repetição; d) efetuar feedback. Reconhecer os erros exige coragem e aumenta a confiança. Muitas vezes, evita-se falar a verdade com medo da repressão ou vergonha, porém é necessário assumir o erro, sendo uma excelente estratégia para desarmar conflitos futuros. Tudo fica mais fácil e as pessoas ajudarão na solução e saberão que podem confiar. Quando se assume o erro, perde-se muito menos tempo para chegar na solução.  

Ética. Para enfrentar o desafio da qualificação da gestão transparente, é fundamental que os gestores sejam éticos e desenvolvam uma cultura organizacional baseada na verdade e na integridade. A transparência inclui encorajar as pessoas a reportarem as preocupações éticas sem represálias. É importante garantir que as práticas de compliance sejam rigorosamente seguidas. Gestores devem tomar decisões com base em informações precisas e confiáveis, sendo honesto em relação aos desafios e riscos enfrentados pela empresa.

Desafio. Manter o equilíbrio entre verdades e mentiras na gestão dos empreendimentos é questão crítica, pois sempre há distorções no atual momento evolutivo do Planeta. Assim, a gestão baseada na verdade e na integridade é essencial para construir e manter a confiança dos stakeholders e promover uma cultura organizacional saudável e ética. Os gestores devem estar comprometidos em enfrentar o desafio de modo honesto e responsável, tomando decisões com ética e promovendo uma cultura de transparência e integridade em todos os níveis da organização.

MSc Adelino Denk

CRA 1766

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